César Castro treina seis vezes por semana, além de se exercitar todos os dias. O atleta do Mackenzie busca aperfeiçoar seu desempenho na modalidade dos saltos ornamentais, pela qual compete e foi eleito este ano pela FINA - Federação Internacional de Natação, o terceiro melhor do mundo. Além de muito treino, César atribui às conquistas o constante acompanhamento de um psicólogo, fato que o permite aliar condições físicas e mentais suficientes para buscar mais sucesso no esporte. “Esse convívio é de extrema importância para a preparação de um atleta de alto rendimento, já que não é fácil lidar com tantas expectativas, sentimentos e pensamentos, principalmente quando há avaliação e busca de perfeição contínua”, ele afirma. César define como estratégico o trabalho com seu psicólogo, Marcelo Leuzzi, que o têm ajudado em vários aspectos, como: controle da ansiedade, da adrenalina, atenção, visualização, motivação, foco e principalmente, autoconhecimento.
Segundo Marcelo, o trabalho visa contribuir para que o atleta realize em competição tudo aquilo que construiu durante o processo de treinamento. Ainda de acordo com ele, o esportista necessita de muito controle emocional para não deixar-se afetar psicologicamente, o que pode influenciar seu desempenho. Para evitar que isso ocorra, é necessário que o atleta chegue à competição com uma condição psicológica favorável, que lhe permita enfrentar toda a pressão, sem perder o seu equilíbrio e o seu controle, e esse trabalho visa gerar estabilidade.
Buscando explicar a importância desse acompanhamento na modalidade de César Castro, Marcelo costuma dizer que competir é fácil, treinar é que é mais complicado. Para o psicólogo, a quantidade de saltos executados na competição é infinitamente menor que a quantidade de saltos executados em treinamento. O período de construção da condição técnica e física desejada para uma competição não é nada fácil, até porque além das cerca de 6 horas diárias de treinamento, ainda tem preparação física, preparação psicológica e fisioterapia. “É necessário um grande comprometimento por parte do atleta para encarar todo esse processo e é justamente esse engajamento diário ao treinamento que não é fácil. Não se pode querer levar somente na força, tem que ter sabedoria e estratégia, estratégia para não desmotivar, para não estressar demais, e principalmente, consciência para aceitar os limites do corpo e da mente, para não exigir mais do que é possível”, diz o psicólogo.
Além do que já foi dito antes, são levadas em consideração questões de cunho familiar, dificuldade de relacionamento com o treinador, perda de patrocínio e contusões, que também podem comprometer o grau de participação do atleta ao treinamento. Mais uma vez, nota-se a importância do acompanhamento psicológico, para que o atleta aprenda a lidar com as diferentes circunstâncias que se apresentam no decorrer de sua carreira, minimizando as possíveis conseqüências. À medida que são identificadas as questões é oferecido o suporte psicológico necessário para que o atleta possa enfrentar as questões de forma mais saudável e funcional.
César Castro lembra também que o salto ornamental é um esporte muito técnico e exige grande concentração. Um salto dura cerca de dois segundos e é nesse momento, que o atleta precisa mostrar meses de treinamento com a máxima perfeição. Uma simples distração pode custar uma medalha, uma final ou uma bela barrigada na água.
Fonte:
Sabrina Abud - Assessoria de Imprensa. Imagem: Alice Kolher
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